Uso do Pasritamig no câncer de próstata metastático resistente à castração: Estudo clínico Compas
- Dr. Marcelo Freitas

- 24 de jun.
- 3 min de leitura
O câncer de próstata metastático resistente à castração (CPRCm) é um desafio significativo no tratamento oncológico. Pacientes com essa condição enfrentam limitações nas opções terapêuticas, o que torna essencial a busca por novas alternativas eficazes. O estudo clínico Compas busca trazer avanços importantes ao avaliar o Pasritamig, um medicamento promissor para essa fase da doença.
Neste artigo, vou explicar o que é o estudo Compas, como o Pasritamig atua no câncer de próstata metastático resistente à castração e o que isso significa para pacientes em Florianópolis e região.
O que é o câncer de próstata metastático resistente à castração?
O câncer de próstata é um dos tipos mais comuns entre homens, especialmente após os 50 anos. Quando diagnosticado em estágio avançado, pode se espalhar para outras partes do corpo, caracterizando o câncer metastático.
O tratamento inicial para casos avançados geralmente envolve a redução dos níveis de testosterona, o que é chamado de terapia de privação androgênica (TPA) ou castração. Essa abordagem visa "privar" o tumor do hormônio que estimula seu crescimento.
Porém, com o tempo, alguns tumores se tornam resistentes a essa castração hormonal. Isso significa que o câncer continua a crescer mesmo com níveis baixos de testosterona no organismo. Essa fase é chamada de câncer de próstata metastático resistente à castração (CPRCm).
Pacientes com CPRCm têm algumas opções de tratamento, como Docetaxel, Cabazitaxel , Abiraterona, Enzaltamida, Xogifo e Pluvicto. Contudo algumas dessas linhas podem não estar disponíveis ou não serem indicadas por questões do paciente ou da doença.
O estudo clínico Compas e o Pasritamig
O estudo Compas é um ensaio clínico multicêntrico que avalia a eficácia e segurança do Pasritamig em pacientes com CPRCm.
Pasristamig é um anticorpo bi-específico engajador de células T. Um de seus domínios se liga à KLK2 expressa nas células tumorais prostáticas, enquanto o outro se liga à proteína CD3 presente nas células T. Essa ligação simultânea aproxima as células T das células tumorais, promovendo a ativação imune e a destruição das células do câncer de próstata.
Objetivos do estudo
Reduzir o crescimento tumoral
Aumentar o tempo de sobrevida dos pacientes
Manter um perfil de segurança aceitável
Critérios de inclusão
Pacientes com mCRPC que receberam todas as terapias de prolongamento da vida para as quais são clinicamente elegíveis e têm acesso
Pacientes podem ter realizado um Inibidor da via do receptor de andrógeno (ARPI) e provavelmente não se beneficiarão de outro tratamento com ARPI; 2 linhas de Taxanos, PSMA-Lutécio e iPARP (se BRCA1/2+).
OBS: Pacientes que não têm indicação ou acesso ao Cabazitaxel, PSMA-Lutécio e iPARP podem ser considerados elegíveis, desde que já tenham recebido pelo menos Docetaxel e um ARPI, e na opinião do investigador, a melhor opção de tratamento seguinte é a participação em um ensaio clínico.
Critérios de exclusão
Doença metastática visceral
PSA < 2
Desenho do estudo
Randomização 2:1
Pasritamig + BSC (IV)
Placebo + BSC (IV)
Mais informações:
NCT07164443 https://clinicaltrials.gov/study/NCT07164443
WhatsApp para contato: +55 48 99161-8697
A importância do acesso a pesquisas clínicas em Florianópolis
Participar de estudos como o Compas pode ser uma oportunidade para pacientes terem acesso a tratamentos inovadores antes da aprovação oficial.
O Dr. Marcelo Freitas, referência em oncologia urológica em Florianópolis e região, trabalha para oferecer aos seus pacientes acesso a pesquisas clínicas de ponta. Isso amplia as opções terapêuticas e contribui para o avanço da medicina local.
Se você ou um familiar enfrenta o câncer de próstata metastático resistente à castração, conversar com um especialista que acompanha as novidades científicas pode fazer a diferença.

Aos pacientes,
Nossa equipe compreende a angústia de um diagnóstico de câncer ou de retorno da doença. Nesse momento, é comum a busca por várias opiniões das especialidades envolvidas no tratamento.
Avaliar a possibilidade de participar de um estudo clínico é uma outra opção, e em muitos casos a melhor opção. Saiba que todos os estudos são internacionais e com a participação dos mais respeitados centros de oncologia dos Estados Unidos e Europa.
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